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Um mundo psicodélico – pt 2

March 10, 2010

Viemos do Big Bang e passamos por Lucy (a Australopithecus) contando a evolução da psicodelia em nosso mundo.

Seguindo na nossa linha do tempo, vamos agora ver a:

A história de Kráhr e Gee

“Há 1,5 milhões de anos Kráhr apressou o passo para chegar logo a caverna de seu clã. Ele tinha urgência.
Trazia consigo, enrolados em uma folha larga, algumas pedras, lascas de carne crua e uns poucos cogumelos que havia encontrado.

Kráhr esteve caçando com T´zee, a sua fêmea. Eles tiveram de espantar alguns concorrentes. T´zee voltou para a caverna antes de Kráhr. Ela não gostava da escuridão.

Kráhr estava em grande agitação. Durante o dia ele viu, por acaso, que aquelas pedras que carregava, quando batidas uma na outra, soltavam línguas de Gee. Ele agora queria bater as pedras dentro da caverna, brincar com elas e soltar mais línguas de Gee.

Quando chegou a caverna seu clã dormia.
Ele cuidadosamente espalhou no chão o conteúdo da folha que carregava. As pedras, os cogumelos e as lascas de carne se aninharam no musgo seco.
Kráhr sentou, comeu um punhado de cogumelos e uma lasca de carne para matar a fome e ficou brincando com as pedras, tentando fazer brotar as línguas de Gee.

Muitas vezes ele tentou e fracassou. Não conseguia fazer as línguas de Gee aparecer.
Irritado jogou as duas pedras que estavam em sua mão nas outras que haviam ficado no chão.
Então, aconteceu.

Apareceu uma maravilhosa língua de Gee que, encontrando um pouco de musgo seco, transformou-se no grande Gee.
Kráhr ficou abismado. Ele tinha feito o grande Gee aparecer. Não o pavoroso Brruntbum que caia do céu quando chovia.
Ele, só ele, Kráhr, fez o Gee!

Pensou em acordar o clã e mostrar aquilo, mas os cogumelos começaram a fazer efeito e Kráhr viu que o grande Gee estava falando com ele.

Contando uma história!

E Gee contou muitas outras histórias que Kráhr não entenderia.

Nessa história que Gee contou, Kráhr se viu como uma fêmea menor que ele, olhando o céu.


Depois viu um macho maior que ele, mais forte e menos peludo copulando com uma fêmea sem pelos. Ele sabia que aquele macho também era ele.

E Gee contou muitas outras histórias que Kráhr não entenderia.

Como a história das pedras que rolavam levando coisas e dos clãs tão grandes que ele não poderia contar nos dedos.

Por fim, Kráhr dormiu sabendo que teria uma coisa espantosa para mostrar ao seu clã quando a grande Luz surgisse no horizonte.

Kráhr foi pai de 8 filhos – 3 homens e 5 mulheres – e macho de três fêmeas do seu clã.
Kráhr morreu 7 anos depois de ter descoberto como acender o Gee, em uma batalha com outro clã.
Um dos seus filhos, Turkn, morreu com 11 anos na sua primeira caçada.”

Em 1984 Kamoya Kimeu descobriu o esqueleto do menino no Quênia, África, às margens do Lago Turkana.


Ficamos por aqui. Em um próximo post, mais dessa linha do tempo psicodélica.

Até lá!

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